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O Palácio da Abolição, projetado originalmente por Sérgio Bernardes,  foi reabilitado e restaurado pelo Departamento de Arquitetura e Engenharia do Estado do Ceará (DAE). Saiba mais sobre a obra na continuação do arquiteto. Tombado pelo governo estadual em 2004, por determinação da administração atual, o Palácio da Abolição foi reabilitado e restaurado para ser novamente a sede do executivo cearense. Coube ao Departamento de Arquitetura e Engenharia do Estado do Ceará (DAE) o retrofit do conjunto, lembrando que a principal demanda do projeto seria a sua preservação por ser um bem protegido pela legislação do Patrimônio Estadual.
 
A equipe técnica atualizou a planta original para a nova demanda de governo onde somente foi preservado o que realmente tinha valor arquitetônico. Pois várias interferências foram feitas ao longo do tempo, muitas delas alterando o valor original do projeto. Todo o aspecto externo da obra foi rigorosamente preservado, incluindo os basculantes de vidro e ferro, como também os elementos de madeira que enriquecem toda a volumetria dos prédios. As únicas inserções que não estavam contempladas no projeto original foram os projetos de duas portarias de controle, um auditório no subsolo, para 215 pessoas e um novo abrigo para a passarela, em treliça de madeira com pequenos fechamentos em acrílico formando uma renda, peça bastante conhecida do artesanato cearense.
 
Nosso maior desafio foi o projeto do auditório onde tivemos que compatibilizar a estrutura nova com a antiga através da utilização das barras DYWIDAG protendidas para estabilização do conjunto estrutural.
 
O projeto paisagístico foi novamente desenhado pelo arquiteto Fernando Chacel, recentemente falecido, resgatando o projeto original e inserindo novas espécies, configurando hoje um dos mais belos espaços exteriores de nossa cidade.
 
O Palácio conta hoje com uma galeria de exposições aberta ao publico e tem todos os seus níveis tomados por setores administrativos e de apoio ao gabinete do governador.
 
O Mausoléu do Presidente Castelo Branco foi recuperado e trouxemos sua volumetria para sua forma original com o auxilio de fotos datadas da inauguração da obra, o entorno e o espelho d'agua também foram preservados e recuperados.
 
Todo o conjunto hoje se encontra aberto ao público com visitas guiadas as suas dependências.